sábado, 1 de outubro de 2011

.o próximo

É uma verdade intensa. Muitas vezes, senão todas, imaginamos um “próximo” (é, aquele de quem Jesus falou.. é, aquele que devemos amar e servir) distante e desconhecido. Talvez por acharmos que nossos atos para com esses valerão mais lá no cofre forte do reino dos céus do que qualquer outro. Estamos enganados.
Falo por mim. Falo pelo que vejo. Falo pela realidade.
Homens e mulheres se empenham em trabalhos sociais, em projetos carentes, dão comida e agasalho ao mendigo, abrigo ao menor abandonado, visita hospitais ou penitenciárias, dizima fielmente... enfim, tudo que um cristão poderia fazer – ou acha que.
E dentro de casa? Há uma frieza para com os seus. Um desmazelo. Uma indiferença.
Pouco importa se a mãe está doente e precisa de um auxílio para ir ao médico; que o pai está apertado com as contas da casa; que o irmão tem dificuldade na escola; que a irmã é muito reclusa e precisa de mais atenção. Isso não importa. O que importa é o mendigo, o menor abandonado, os prisioneiros e doentes – de lá de fora.
Quem é o meu próximo? Espantei-me quando cheguei nessas constatações. É certo que, quando questionamos alguém sobre quem seja nosso próximo (eu fiz isso), as pessoas são sempre (como não poderia ser diferente) moralistas ao extremo. É como perguntar: “você mente?” e responderem: “claro que não... posso até omitir..” Isso é MENTIRA! Mentimos sim, é horrível, mas é uma coisa tão inerente ao ser humano que, na maioria das vezes não percebemos que o fizemos.
Portanto, não basta dizer: “o meu próximo é qualquer um”.

Lembre-se: o “próximo” não é apenas o desconhecido.



Pratique o “amar ao próximo” dentro de sua casa. É lá que começa tudo – e certamente é lá que terminará.

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